‘Observatório da Saúde Mental’, ‘Mais Contigo’ e ‘Juntos no Cuidar’: esta manhã foram apresentados três projetos que integram a Estratégia Regional de Promoção de Saúde Mental 2019-2022 e que resultam de uma parceria entre a Secretaria Regional da Saúde e a Universidade da Madeira, as Irmãs Hospitaleiras e a Casa de Saúde João de Deus, respetivamente.

Miguel Albuquerque falou na apresentação destes projetos, no Colégio dos Jesuítas, e aproveitou para destacar vários pontos. Não apenas sobre o investimento aplicado no sector da Saúde Mental, na ordem dos 36 milhões de euros entre 2015 e 2018, mas em todo o sector da Saúde. O Presidente do Governo lembrou, “a reabilitação de 13 Centros de Saúde”, focando no de Câmara de Lobos, no da Calheta, na ampliação do da Nazaré (que deverá arrancar dentro de duas semanas) ou no do Bom Jesus. E tocou ainda no Novo Hospital da Madeira, para além de contratação de 813 profissionais, entre os quais 236 médicos de Medicina Familiar, e cerca de 260 enfermeiros: “Vamos abrir um novo concurso para cerca de outros 180 enfermeiros”, recordou.

 

Sobre a Saúde Mental, o Chefe de Governo alertou para o estigma que ainda persiste na sociedade em relação a estas doenças, sublinhando: “Este plano de saúde mental, e a sua estratégia, é muito inteligente”. Isto porque, o objetivo não é apenas “melhorar os serviços de Saúde, mas também pensar nos direitos dos doentes”. É por isso que o projeto ‘Mais Contigo’ atua nas escolas, para sensibilizar os mais jovens, e o ‘Juntos no Cuidar’, diretamente com os doentes e familiares, através de visitas domiciliares de dois técnicos especializados. O primeiro, disse, é “decisivo”. Como também acredita ser o segundo: “É importante o envolvimento da família, porque a doença mental ainda causa muito sofrimento. Temos uma equipa que liga a Casa de Saúde São João de Deus às casas das pessoas, às famílias”.

 

Para já, o projeto ‘Juntos no Cuidar’ só está disponível na freguesia de Santo António mas, disse o diretor da Casa São João de Deus, o objetivo é alargar a mais zonas.

 

In “Diário de Notícias”